Mineração 

                        
                               Sede da Mineração - beneficiamento  dos minérios (pintura) 

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"Os minerais de urânio dos pegmatitos são comuns, porém atualmente poucas minas de urânio são lavradas nessas formações. Em Perus , nas proximidades de São Paulo, (junto à estrada velha para Jundiaí ) há um pegmatito, de onde o proprietário Sr. Fiorelli Peccicacco retira feldespato para o abastecimento da indústria cerâmica"
                                                                      
                                                                                             A Gazeta de S. Paulo, 6 de outubro de 1956


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          A F. Peccicacco, que tinha sua sede no trevo de Perus, chegou produzir mais de 3000 toneladas de caulim por mês e a empregar 250 operários, a maioria dos funcionários morava em casas construídas pela empresa em terrenos da propriedade.

                
Caulim, feldespato, granito e água mineral 


              
Fiorelli, com sua  habilidade comercial,  imensa capacidade para o trabalho, persistência, além de uma a incalculável vontade de amealhar fortuna, conseguiu um patrimônio considerável, que contribuiu para a estabilidade financeira de seus descendentes. Na manutenção do patrimônio, a família tem como colaboradores seus arrendatários, dentre eles a Pedreira Embu S/A; a Territorial São Paulo Minérios Ltda e Unisondas Água Jaraguá.



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Peccicacco iniciou sua atividade de minerador com a exploração de caulim. Na ocasião, não havia rede de energia elétrica, as máquinas de lavagem de caulim eram movidas por um locomóvel, uma espécie de locomotiva estacionária, que exigia reparos constantes, o próprio Fiorelli fazia a manutenção dos equipamentos.

          Muita pesquisa e trabalho que chegava  até as madrugadas, Fiorelli alcançou seu objetivo de encontrar outro minério, o feldespato.  No intuito de suprir as necessidade das indústrias de porcelana, sanitária e afins, obteve do DNPM autorizações para lavrar os minérios. 

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         Com a prosperidade dos negócios e a consultoria de um engenheiro de minas,
Dr. José Epitácio Guimarães,

         Fiorelli comprou várias  propriedades, sempre terrenos sem benfeitorias, mas com indícios de conter minérios de boa qualidade, jazidas de granito, feldspato, água mineral.

     
           Os furos para detonação e a quebra das pedras eram manuais e o transporte feito, com ajuda de  empregados, através de caçambas puxadas por burros.  Mais tarde compraria seu primeiro caminhão.



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Seu  primeiro caminhão seria preservado pela família


Decreto de Lavras 
 

Fiorelli adquiriu sua primeira propriedade em 1941, O Sítio Fazendinha, de 73 hectares, o qual continha grandes jazidas de caulim, a exploração do minério foi autorizada pelo DPRN. Houve Decretos de Lavras concedidos pelos próprios Presidentes da República Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra entre outros.

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           Com o sucesso de suas atividades, em 1946, Peccicacco adquiriu o Sítio Botuquara e o Sítio Cachoeira que continham grande formação de feldespato e  jazidas de granito, atualmente exploradas por empresas que abastecem as concreteiras e a construção civil com pedras britadas.

A exploração do feldespato era por moagem rudimentar, Fiorelli mantinha aproximadamente 40 empregados. A partir de 1949 os empregados somavam 100.  O transporte de minérios passou a ser feito por caminhões até a estação de Perus da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí. A Mineração F. Peccicacco chegou a ter no pátio da estação 500 toneladas de material aguardando a liberação para carregamento. Haviam poucos concorrentes, o feldespato de Perus tinha um conceito muito bom no mercado do ramo de porcelana sanitária, elétrica e doméstica.

 
            Na ocasião havia dificuldade de mão de obra pois, a maioria dos habitantes da região de Perus eram funcionários da Companhia de Cimento Perus e da Cia Melhoramentos de Papel em Caieiras, Peccicacco, então, frequentemente mantinha uma pessoa na região de Minas Gerais com o encargo de recurtar trabalhadores para a mineração. 

O bom resultado financeiro permitiu investimentos: o processo de perfuratriz de rochas por ar comprimido gerados por compressor e alguns caminhões com sistema basculantes.

 

Posteriormente, Fiorelli, obteve autorização para explorar a fonte de água mineral denominada Fonte Jaraguá, atualmente arrendada para Unisondas Ltda. A fonte de água mineral, como as jazidas de caulim e feldespato, também era explorada com autorização federal conforme manifesto da Lavra.


A fonte de água mineral  


            Descoberta por acaso, durante as perfurações em busca da pedra feldespato, a fonte de água mineral denominada Água Jaraguá, ficou bastante conhecida depois de noticiada pelo Jornal Mundo Militar de 31 de julho de 1966 como a água que eliminava pedras dos rins e curava males do fígado. Pessoas vinham de longe para encher seus garrafões com a "Água Miraculosa", como ficou conhecida na ocasião.

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