A Família 

Fiorelli Peccicacco e Adelaide de Oliveira Peccicacco tiveram quatro filhos: 
  
                      familia_1953_     

Antonio, viveria solteiro, sem filhos;  Íris casada com Silvestre  teriam dois filhos: Marco Aurélio e Heloisa Regina , os quais lhes dariam cinco netos; 

Ana Maria  em  seu primeiro casamento (com Álvaro) teria três filhos:  Maurício, Álvaro e  Patrícia os quais lhes dariam quatro netos.  Ana Maria, viúva, casara-se com Carlos, também viúvo, o qual tinha dois filhos: Alexandre e Carlos Eduardo, os quais lhes dariam três netos; 
Pasquale,  solteiro, faleceria  aos 53 anos, no ano de 2003. 

                          


descendentes_ok

                   Ao centro Adelaide rodeada por filhos, genros, netos , bisnetos 




casal_atualO casamento  

 
Fiorelli e Adelaide, filha do Sr. Júlio de Oliveira, apaixonaram-se e ele a pediu em casamento. Os pais dela não aceitaram o pedido de imediato por acreditarem que Fiorelli tinha interesse nos bens da família, porém, após um ano inteiro de encontros cada vez mais frequentes dos jovens, os pais consentiram o casamento. E aí uma nova etapa da vida de Fiorelli Peccicacco se inicia, agora ao lado da mulher que seria sua companheira por toda a vida.



A casa 

A primeira residência do casal foi uma casa alugada no bairro do Brás , porém devido ao sacrificado trajeto para Fiorelli chegar ao seu trabalho  um ano depois mudaram-se para uma casa muito simples, ao lado do armazém. Com o nascimento de Antônio e a irmã Íris, veio a necessidade de construir uma casa mais confortável. Em dois anos construíram e se mudaram para a nova casa do outro lado da estrada. Mas a difícil situação financeira levou-os a alugá-la, e voltarem para a casa ao lado do armazém. Após alguns anos, com a situação financeira equilibrada voltaram a habitar a casa localizada na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 16.385, onde viveriam por toda suas vidas (depois de reformas e ampliações, a casa  mantém características do projeto original).

4-casa













5-casa















A origem de Fiorelli Peccicacco


          Nasceu em 9 de outubro de 1908 na cidade de Cotia, no Estado de São Paulo, filho dos imigrantes italianos,  Pasquale Peccicacco e Ângela Maria Comegno Peccicacco e teve 9 irmãos: Orlando, Guido, Alberto, Mário, Guerino, Antonieta, Izolina, Rina e Ida. Seu irmão, Alberto Recieri, o qual empresta o nome à praça no trevo da Fazendinha, na entrada de Perus, era motivo de orgulho para Fiorelli por ter se destacado como integrante da Revolução Constitucionalista de 1937.

          Quando criança, Peccicacco viveu com os pais em Cajamar, município próximo do distrito de Perus .Aos 7 anos de idade, começou a trabalhar em uma grande indústria de cal da família Beneduce, onde os pais já trabalhavam  Seu trabalho consistia em costurar sacaria. Exerceu outras tarefas na mesma indústria, mas sempre descontente com o serviço rude, insalubre e mal remunerado.


 O objetivo 

 

Aos 17 anos, Peccicacco, não escondia seu descontentamento quanto à pobreza em que vivia com os pais e os irmãos e dizia que seria incansável na sua busca pela riqueza. Contrariando a vontade dos pais, mudou-se para o interior do Estado, para a cidade de Presidente Prudente, onde foi trabalhar de garçom em um hotel luxuoso. Solícito e sempre bem-humorado carregava bagagens e ganhava as gorjetas e a simpatia de homens importantes como os barões do café.
           
          Porém o pai, Sr Pasquale, inconformado com a ausência do filho, foi buscá-lo e, embora o tenha o encontrado muito bem no hotel,  fê-lo  deixar o emprego e voltar para o convívio da família. 
 

          Fiorelli trabalhou como ajudante de oficina mecânica, foguista na Estrada de Ferro Perus-Pirapora e, aos 22 anos de idade, foi, com o irmão Guerino, trabalhar para a Fábrica de Cimento Perus. A fábrica era uma das maiores produtoras de cimento do Brasil, uma grande indústria e ainda, assim, Peccicacco se dizia  insatisfeito com o trabalho, queria ter seu próprio negócio e ganhar muito dinheiro.

A mudança 

 

   Um grave acidente de trem, durante o trajeto do minério, causou sérios ferimentos em Fiorelli e levou seu irmão Guerino à morte. Fato trágico que o levaria a deixar a fábrica de cimento. Logo saiu à procura de um local para se estabelecer e trabalhar por conta própria. A fazenda Santo Antônio lhe chamou a atenção: localizada  em frente para a Estrada Velha de Campinas, onde atualmente é o trevo da Fazendinha na entrada do bairro de Perus, local em  que, na ocasião existia um armazém e uma bomba de gasolina praticamente desativados. O imóvel estava por conta de um empregado que também cuidava da fazenda. 


             Fiorelli localizou o proprietário, o Sr Júlio de Oliveira (que mais tarde seria seu sogro), o qual morava no bairro do Brás, em São Paulo e encontrou certa resistência por parte dele, que não demonstrava interesse por não precisar do dinheiro da locação.  Mas, diante da insistência do jovem, o proprietário acabou lhe alugando o imóvel, e Fiorelli imediatamente começou a trabalhar.
 

 O êxito

Manteve por vários anos o armazém e a bomba de gasolina na entrada do bairro de Perus, sem muito ganho. Quando veio a guerra em 1945 e com ela o racionamento de combustível, ele  logo encontrou fornecedor de boa quantidade de gasolina. Sua clientela, a elite de São Paulo, não se importava com o preço, queria o produto. Ele aproveitou bem aquela oportunidade de ganhar dinheiro.
 

Seu sogro, Júlio de Oliveira, atuava na exploração de minérios, em especial o caulim um dos componentes da indústria de louças, borrachas, medicamentos e outros. Fiorelli já conhecia o trabalho com minérios e sabia se tratar de bom negócio. Por isso passou a fazer sondagens em terrenos da região obteve sucesso, daí comprou sua primeira propriedade onde havia jazidas de caulim de boa qualidade. 

                                                                                                                                    Álbum de fotos

 

 

  Site Map